E porque ontem foi 11 de setembro!

Anúncios

Deixe um comentário

Filed under Uncategorized

Notas sobre acordos ortográficos I: os livros do Patinhas

Os meus primeiros contactos com as diferenças de ortografia entre Portugal e o Brasil aconteceram através do Júlio Isidro e o seu programa vespertino dos domingos. Uma das rubricas desse programa era o Clube dos Amigos Disney, que via fielmente nessas tardes de meninice. Lembro-me de se ter anunciado aí que as revistas Disney passariam a ser escritas em português de Portugal ao invés do do Brasil. Assim, começaram a aparecer umas revistinhas com uma insígnia rubra, dourada e verde num dos cantos; significava isso que os textos estavam adaptados para o português de Portugal. Não notei grande diferença na leitura de tais publicações, se antes, embora raramente, encalhava na leitura de alguma tira, depois, a frequência dessa raridade não diminuiu.

Creio que estranhava, todos estranhávamos, o trema, a falta dos cês e do pês, a anteposição dos pronomes reflexos, o caminhão e a caminhonete, o trem e o ônibus, os acentos circunflexos onde nós colocávamos graves, os preços em Cr$ e as cartas dos leitores de lugares com nomes estranhos e que tinham sempre um CEP antes do Código Postal e duas letras maiúsculas no fim da morada. Percebíamos que era uma revista brasileira. Mas nada disso causava desatino na escola, creio que tínhamos uma noção bastante razoável do que era a escrita em “brasileiro” e a escrita em português (de Portugal), as únicas coisas que chateavam mesmo eram este mesmíssimo verbo – chatear – e o raio do quatorze: demorei até perceber que era catorze (o início da minha aprendizagem de francês algures por essa altura também não ajudou muito). De resto, éramos bastante lestos a distinguir dois níveis no uso da língua: a aula e o recreio.

No entanto, éramos também muito a favor da adaptação para português daqui, porque os de lá escreviam mal, era o que nos haviam dito. Assim como nos disseram que o português tinha ido para lá com os navegadores, juntamente com o evangelho, os espelhos e as bugigangas, por isso não tinham mais nada senão escrever como nós que éramos os donos da língua. Já grande favor lhes tínhamos feito ao descobri-los, levar-lhes a religião, a civilização e o idioma. Olhem só a desfaçatez daquela gente, aqueles ingratos que nos querem deturpar a língua. NÃO!

E lá líamos nós os Patinhas com os pês e os cês encavalitados nas outras letras e com os ônibus borratados para darem lugar aos lusos autocarros (por que não carrêra ou cáminéte que era como dizíamos?) como se nada fosse e congratulando-nos por ter vindo alguém defender a honra da pátria e da língua.

Deixe um comentário

Filed under Uncategorized

Oito traduções brasileiras de “The Great Gatsby”

Neste artigo problematiza-se e escalpeliza-se a necessidade de oito traduções desta obra naquele país, para além de submeter um pequeno excerto a um cotejo que compara e analisa as opções de tradução tomadas.

Deixe um comentário

Filed under Uncategorized

Mais dez calinadas na tradução de slogans

É o que acontece quando não se presta atenção às especificidades da língua e da cultura de chegada.

Deixe um comentário

by | Agosto 1, 2013 · 11:11 pm

10 marcas, 10 confusões

Deixe um comentário

by | Julho 31, 2013 · 8:47 am

Perus?

Uma explicação porque em Espanha se chama pavo (peru) aos dólares americanos (e já agora, também aos euros)!

Deixe um comentário

by | Julho 29, 2013 · 10:57 am

Revista Traditori Número 5

See on Scoop.itTradução

Revista divulgativa sobre traducción para estudiantes, docentes, profesionales y cualquier persona interesada en el trabajo lingüístico.

See on issuu.com

Deixe um comentário

Filed under Uncategorized